Na última quarta-feira (27), Steve Jobs, CEO da Apple, lançou o tão esperado e rumorado tablet da marca: o iPad. Acontece que, com tantos rumores e apostas de como seria o objeto, o gadget acabou não agradando a maioria dos fãs da maçã, que reclamam da ausência de alguns hardwares e inovações de software, comparado à produtos similares já presentes no mercado.

Antes de terminar o dia, as primeiras piadas já surgiam e futurólogos de plantão previam um eminente fracasso de vendas do aparelho. Mas eles se esqueceram de um detalhe muito importante: A Apple não vende apenas hardware e sim experiência. Apesar de ser um companhia que monta de lucra com a venda de computadores, players de música digital e smartphones, desde a criação do iPod e da iTunes Store, a companhia de Cupertino mira o conteúdo movimentado por seus produtos “físicos”.
Quando o iPhone foi lançado, em meados de 2007, ele não tinha os melhores componentes de hardware. Qualquer celular da HTC com um ano de uso fazia o mesmo (exceto pelo multitouch), mas nenhum outro tinha o iPhone OS instalado. E quando a Apple abriu o SDK para os desenvolvedores, bastaram algumas semanas para o aparelhinho se tornar ainda mais desejado, principalmente para quem não tinha intimidade com os produtos da maçã. Por que? Veja os vídeos abaixo:
Seu BlackBerry faz isso?
Este é obviamente fake, mas você não pode negar que é um vídeo legal.
Desde seu lançamento, a App Store já bateu a marca dos 3 bilhões de downloads de aplicativos e se tornou um mercado que movimenta US$ 1 bilhão por ano, num ritmo que não para de crescer.
Vale lembrar o que o próprio Steve Jobs disse no keynote, após mostrar o iPad: “Eu preciso dizer algo: vê-lo não é nada comparado a tê-lo em suas mãos. Você pode sentir tudo, em suas mãos, bem nas pontas dos seus dedos.”

Com os mais de 140 mil aplicativos da App Store, uma variedade infinita de músicas, filmes e séries da iTunes Store e, agora, com a iBook Store chegando, prometendo livros e versões digitais de outras tantas mídias impressas, como jornais e revistas, o iPad tem tudo para ser um sucesso e aumentar ainda mais os lucros da empresa. Basta as pessoas começarem a perceber que “precisam” do gadget para ter a mesma experiência que os primeiros malucos compradores tiveram antes de postar aquele vídeo legal no YouTube.
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Update: O popular comediante Stephen Colbert, do Comedy Central, que apresentou a edição 2010 do Grammy, usou um iPad no palco do evento.
O product placement começou, agora só falta a mídia espontânea.
Update via Engadget e Mess in Motion

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